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Profissionais de Marketing Político debatem a Reforma Política

14/02/2018

Clube associativo defenderá a Democracia e regras eleitorais mais justas

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Um grupo formado por mais de 25 profissionais de Marketing Político provenientes de todas as regiões do País esteve reunido, em São Paulo (SP), esta semana. Na pauta do primeiro encontro, a formação de um clube associativo (denominado CAMP) e a Reforma Política.

Os consultores, estrategistas, jornalistas, publicitários e pesquisadores de diversas áreas deliberaram que é necessária a criação de uma entidade que atue permanentemente em defesa da Democracia, já que a atividade só pode ser exercida de forma plena em regimes democráticos. O grupo também entende que pode contribuir oferecendo um maior entendimento sobre o funcionamento da atividade profissional e na melhoria do sistema político-eleitoral.

Pela primeira vez, grandes nomes do setor – que já estiveram em gestões de governos, mandatos e campanhas políticas para a maioria dos partidos brasileiros – reúnem-se, de forma voluntária, para debater seriamente como a população pode ser beneficiada por regras mais claras e mais justas durante o período eleitoral. Uma Reforma Política mais conectada com a vontade popular e com a realidade do mercado.

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CAMP – O CAMP será lançado em abril deste ano e espera reunir mais de 100 profissionais. O clube atuará para promover o aperfeiçoamento dos profissionais de Marketing Político, organizando eventos e valorizando o trabalho que desenvolvem em defesa da participação popular e da Democracia. O CAMP será apartidário, buscará diálogo com todos os partidos e esferas de poder.

Estiveram presentes na reunião Bruno Hoffmann, Cassiano Sampaio, Cila Schulman, Claudio Barretto, Daniel Machado, Dudu Godoy, Einhart Jácome da Paz, Expedito Pessoa, Fábio Bernardi, Fernando Vieira, Gil Castillo, Guillermo Raffo, Gustavo Fleury, Leandro Grôppo, Leo Velasquez, Leurinbergue Lima, Lincoln Xavier, Lula Guimarães, Marcelo Weiss, Maurício Moura, Renato Dorgan e Ricardo Amado.

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A Culpa é do Emissor

25/10/2017

Este semana, o MarketingPolitico.com traz o artigo do Consultor Político Bruno Soller, com uma importante reflexão sobre posicionamentos para as eleições brasileiras em 2018. Ótima leitura! 

 

A CULPA É DO EMISSOR
por Bruno Soller

Nas últimas pesquisas de opinião pública quantitativas um fenômeno tem chamado a atenção da crítica especializada em política. Uma fórmula que parecia mágica, descoberta e sintetizada em uma frase pelo estrategista do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, James Carville, de que era “a economia, estúpido” que relacionava o aquecimento econômico com as preferencias eleitorais parece não estar funcionando. Ao passo que a economia brasileira cresce, a popularidade do presidente diminui.

Como explicar esse movimento que parece atingir um dos preceitos do comportamento eleitoral em todo o mundo? Há uma hipótese. Nessa relação econômicoeleitoral existe uma peça chave chamada emissor. Aquele que emite a notícia. O responsável por trazer as boas novas. Aquele que precisa te passar credibilidade para você comprar o produto. É o coração da marca.

Em 1975, num dos primeiros testes de neuromarketing experimentados no mundo, a Pepsi Cola inventou a prática do teste cego, era o “Desafio Pepsi”. Ou seja, algumas pessoas selecionadas qualitativamente, reuniam-se numa sala e experimentavam vendados um copo de Pepsi e um outro copo de Coca-Cola, sem terem a mínima ideia de qual era qual. No final do teste, um resultado animou os idealizadores: 50% preferiam a Pepsi e 50% preferiam a Coca. Para quem tinha um mercado tão menor, não fazia sentido que se as pessoas gostavam de ambas do mesmo jeito porque na hora de comprar elas optavam pela Coca-Cola.

Muitas teorias se levantaram, se era porque no início a Pepsi era mais doce e por isso agradava o paladar de imediato, se havia alguma diferença na sensação térmica que cada uma causava – inúmeras teses foram testadas e nenhuma tirava uma conclusão precisa. Em 2011, o mistério parece ter sido resolvido. Repetido o teste, repetiu-se o resultado. No final, o pesquisador resolveu fazer as pessoas experimentarem novamente, mas dessa vez, sabendo o que elas estavam tomando, mostrando os rótulos, e daí o resultado foi: 75% preferiam a Coca-Cola e 25% a Pepsi.

Foi feita uma imersão com as pessoas para entender o porque dessa mudança. Daí viu-se a importância do que é a marca. A Coca-Cola representava valores, representava a ideia de uma família unida no Natal, de alegria, de felicidade, remetia à infância, aos cuidados maternos, a uma série de sensações que estão no íntimo do ser humano e que pouco importava se o sabor dela fosse o mais agradável ao paladar.

O ponto mais importante da pesquisa é que quando as pessoas são informadas sobre o emissor, ou seja se bebiam Coca ou Pepsi, houve uma mudança na localização da atividade cerebral. Além do putâmen ventral, houve fluxos sanguíneos registrados no córtex pré-frontal, que é uma parte do cérebro, responsável entre outras coisas pelo raciocínio e discernimento mais complexos.

Nessa linha, fazendo um comparativo com o Brasil de hoje, é muito provável que estamos tomando a Pepsi, ou seja, o sabor das coisas está no caminho correto, o problema é que elas não nos dizem nada. O Brasil veio de uma crise econômica extremamente séria, que gerou uma quantidade enorme de desempregados e problemas sociais graves, como a possível reentrada no mapa da fome, além do aumento da violência urbana, que tem tirado o sono dos cidadãos. Mas, em 2017, o país começa a apresentar uma leve recuperação econômica e os prognósticos para 2018 são animadores, com previsão de crescimento de até 3% do PIB.

Nota-se, no entanto, quando acompanhamos grupos de pesquisa qualitativa, que há uma desconfiança gigantesca das pessoas com o andar da carruagem. Elas tem dificuldade em aceitar que este governo possa estar fazendo algo de bom. Mesmo, por exemplo, quando houve a liberação do FGTS, algo que atingiu positivamente e diretamente as pessoas, elas ficavam incrédulas, esperando qual seria a “maldade” que viria na sequencia.

É recorrente ao questionar os participantes sobre a figura do presidente, respostas de repulsa, de comparações com vampiro e com coisas que levam a sensações ruins. O enredo em torno do presidente causa esse tipo de reação nas pessoas, seja pelos envolvimentos nos escândalos, seja por sua própria aparência ou pela maneira como se tornou presidente (apesar da maioria ter aprovado o impeachment, o processo é desgastante e gera dúvidas sobre fidelidade e comportamento). É o emissor desgastado.

As reformas, os ajustes fiscais, o teto dos gastos, tudo isso tem uma razão a ser feita e, tirando a crítica ideológica, são aceitos pela maioria das pessoas que tem a compreensão dos problemas econômicos que o país enfrenta. As classes mais baixas, apesar de não terem votado nesse modelo econômico e terem se sentido traídas ainda pela presidente Dilma Rousseff com algumas dessas medidas, entendem que a crise é séria e são necessárias mudanças. Não obstante, vejamos que essa mesma linha econômica tem sido adotada pelo presidente argentino Macri, que acabou de ter uma vitória esplendorosa contra sua principal oponente, Cristina Kirchner, neste final de semana, nas eleições legislativas.

Não que as pessoas vão começar a gostar das reformas, mas com absoluta certeza vão gostar dos resultados que elas deverão trazer. Por mais impopular que parecem elas poderão gerar um interessante fenômeno em 2018. Uma aprovação do governo e uma rejeição ao governante. Em 2014, o Rio de Janeiro viveu algo semelhante. O ex-governador Sergio Cabral estava no auge da impopularidade após as gravações da Máfia dos Guardanapos e mesmo assim conseguiu eleger seu sucessor, o atual governador Pezão. Em que pese toda a crítica e raiva da população contra Cabral, o governo tinha boas realizações para mostrar. Quando alterou-se o emissor, Pezão virou o dono das boas novas e a população resolveu abraçar sua candidatura, concedendo-lhe o cargo de governador.

Dessa forma, fica mais claro entender alguns movimentos de candidatos do centro, principalmente Geraldo Alckmin e João Dória Jr., de preservarem as críticas ao governo e defenderem as medidas macroeconômicas tomadas. O cálculo é que 2018 está chegando, o país deve conseguir um crescimento razoável, a economia reaquecer, as famílias retomarem poder de compra com mais crédito no mercado e inflação controlada, e a grande oportunidade que há é de manter as conquistas, trocando aquele que “atrapalha” o processo, o atual emissor.

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Bruno Soller.

Sócio da Travessia Estratégia. Consultor político e especialista em pesquisas.

A Identidade do Eleitor, artigo de Ralph Murphine

11/04/2017

Por trás dos cabelos grisalhos, dos 50 anos de profissão comemorados em 2017 e das infinitas milhas percorridas pelo mundo, sempre atrás de onde haja uma boa campanha eleitoral, esconde-se um sábio com energia de menino, cheio de entusiasmo e com uma visão extraordinária sobre o futuro. Esse é Ralph Murphine, o consultor de vários presidentes e que escolheu a América Latina como seu lar. Tenho uma admiração e gratidão infinitas por ele, tanto pelo profissional, quanto pelo ser humano que é, sempre disposto a compartilhar seus conhecimentos. Para homenagear essa figura ímpar, deixo aqui um de seus recentes artigos, publicado originalmente na excelente Revista Beerderberg. Agradeço ao Xavier Peytibi – que também é citado no artigo de Ralph – pela gentileza de autorizar a sua publicação aqui no MarketingPolitico.com, em português.
No artigo, Ralph se refere ao ebook de Xavier Peytibi, Seis historias que explican el triunfo de Donald Trump, que você pode baixar aqui: www.xavierpeytibi.com.
Boa leitura!

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A IDENTIDADE DO ELEITOR

Ralph Murphine

Em um recente ebook denominado “Seis histórias que explicam o triunfo de Donald Trump”, Xavier Peytibi oferece um olhar brilhante e multidimensional da evolução da vida política nos Estados Unidos. Em um exemplo de dissonância cognitiva, meu entusiasmo pelo seu trabalho se baseia em estar de acordo com o que creio que é um conceito fundamental na vida política e na comunicação política: a multidimensionalidade.

Por essa razão, um dos livros mais importantes sobre o pensamento político, em minha opinião, é uma obra do professor Harry Weinberg, Levels of Knowing and Existence: Studies in General Semantics (1959). Sua desconhecida fama (um oxímoro) se produz pela suposição de que o livro contém uma explicação de algumas das ideias da semântica geral inicialmente teorizada por Alfred Korzybski em seu livro Science and Sanity (1933). Contudo, creio que o trabalho de Weinberg tem um valor independente, não apenas pela sua acessibilidade e capacidade de entendimento, mas também porque (em termos modernos) é mais fácilmente aplicável ao “mundo real”.

Se me permitem, quero apontar uma extensão menor de um dos conceitos weinberguianos: a identidade. A ideia é tecida proeminentemente através do texto de Peytibi. No mundo político, a identidade está em constante conflito com a multidimensionalidade. A pressão para reduzir a complexidade à simplicidade é enorme. Na política e no governo, ainda, pode causar um grande dano.

Na análise original de Korzybskian, um ponto importante sobre a identidade se expressa na frase “O mapa não é o território”. Em termos políticos, a aplicação de uma identidade arbitrária geográfica, demográfica, psicográfica, filosófica ou de outra índole (identidade como mapa) a um eleitor ou a um grupo de eleitores, não significa que a identidade exista como uma realidade políticamente produtiva. A categorização é um exercício útil que ajuda no estudo de objetos heterogêneos. Não é um indicador confiável do pensamento ou atividade humana individual.

Alguém que compreendeu bem este conceito foi o filósofo francês Michel Foucault. Segue aqui um parágrafo do prefácio se seu livro, As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas.

Este livro surgiu pela primeira vez de um texto de Borges. Do riso que sacode, ao lê-lo, tudo é familiar ao pensamento – ao nosso: ao que tem nossa idade e nossa geografia -, transformando todas as superfícies ordenadas e todos os planos que ajustam a abundância de seres, provocando uma grande hesitação e inquietude em nossa prática milenar do Mesmo e do Outro. Este texto cita “uma certa enciclopédia chinesa” onde está escrito que “os animais se dividem em: (a) pertencentes ao imperador, (b) embalsamados, (c) adestrados, (d) leitões, (e) sereias, (f) fabulosos, (g) cães de rua, (h) incluídos nesta classificação, (i) que se agitam como loucos, (j) incontáveis, (k) desenhados com pincel fino de pelo de camelo, (l) etcétera, (m) que acabam de quebrar o vaso, (n) que de longe parecem moscas.” No assombro desta taxonomia, o que se vê de imediato, o que, por meio desta fábula, se nos apresenta como encanto exótico de outro sistema de pensamento, é o limite do nosso, a crua impossibilidade de pensar isso. 

Observe-se que estas categorias, estabelecidas pelo autor da enciclopédia chinesa, em grande parte existem no mundo real. A questão não é sua existência, é sua utilidade. A aplicação arbitraria de uma identidade definida externamente a grupos e seres humanos pode ter um valor físico ou filosófico. Os “jovens” não são “velhos” (demografia). As pessoas “urbanas” não são “rurais” (geografia). Os “conservadores” não são “esquerdistas” (ideologia). Os “democratas” não são “republicanos” (política). E assim, Antoní Gutierrez-Rubi me perdoa, “millennials” não são “baby boomers” (marketing).

A criação (definição) dessas identidades externas é um negócio em crescimento. Que triste que muitos líderes políticos são suficientemente ignorantes para crer que representam o mundo real.

Dizem: “Necessitamos envolver mais mulheres na campanha!” Mas, em termos políticos, as “mulheres” não existem. Assim como os “homens”, as mulheres têm opiniões amplas, profundas, às vezes contraditórias sobre a vida, sobre si mesmas, sobre suas famílias, sobre suas comunidades y – surpresa – sobre a política. Mais especificamente, “os eleitores da Carolina do Norte” não existem politicamente. A confusão entre o mapa de identidade de grupo e a realidade de um voto pessoal é quase universal.

Ah, foi a mudança de votos das mulheres entre 30 e 40 anos de idade, com educação secundária, que vivem em “swing states”, que haviam votado por Romney, mas que disseram nos grupos de discussão que tinham medo dos banheiros transgêneros, que mudou o sentido do voto. Um acúmulo arbitrário de categorias humanas é igualmente inútil.

Ah, Ralph, mas há “tendências”! Sim. E existem uma porção de xamãs no mundo, preparados para interpretar as folhas de chá (ou o vôo das aves até o norte, ou as pesquisas de opinião pública) por uns honorários não tão modestos.

Esta definição artificial, linear, estática (identidade) dos grupos de cidadãos, dos eleitores e das pessoas envolvidas na distribuição do poder entre os seres humanos é um hábito difícil de mudar. O resultado é uma repetição do debate teológico teórico que alguma vez tiveram os Padres da Igreja: quantos anjos podem dançar na cabeça de um alfinete?

Deveríamos cancelar as pesquisas nas ciências sociais e política? Não. O que devemos entender é que as categorias, divisões, agrupamentos e segmentos encontrados ou utilizados para tratar de entender os humanos não são premonitórios. Diferentemente da ciência “pura”, não necessariamente se pode replicar os resultados de uma medida tomada com base nos resultados da pesquisa (ou de uma infinidade de mecanismos de investigação social).

Então, a probabilidade conta? Sim. Porém, não pode depender, com confiança, das prováveis ações políticas (votos) de velhos e arbitrários agrupamentos de eleitores.

Se pode identificar o equivalente político dos “cães de rua” ou dos “animais que pertencem ao imperador” do prefácio de Foucault. Não obstante, cada candidato, cada partido, cada eleição, em cada área geográfica, se reorganiza automaticamente, reagrupa, reclassifica aos membros de cada eleitorado. Impor velhos segmentos a novos eleitores é perder eleições. Tenha em conta também que simplesmente chamar de outro modo aos antigos segmentos também não funciona.

Em um mundo cada dia mais dependente da Internet, onde fazer parte de uma rede social é um hábito que cresce rapidamente, é difícil entender a insistência de categorizações velhas e pouco confiáveis.

Cuidado! O Facebook desenvolveu uma forma de ler e analisar as comunicações por correio eletrônico (sem a identificação do remetente ou do receptor). Os usuários, com obstinada determinação, rapidamente segmentam as mensagens (incluindo os trolls) por conteúdo. “Uma pessoa que envia um email crítico ao Presidente, provavelmente votará contra o Presidente”. Este é um exemplo quase perfeito do poder o pensamento linear e não multidimensional.

Muito mais valioso é o já velho sistema multidimensional de algoritmos do “Big Data”, mas atualizado e melhorado diariamente por um grande número de especialistas mundiais em tecnologia da informação, incluindo o Facebook.

O número de categorias de pensamento político definindo a identidade dos eleitores no presente e o número de categorias de potencial ação política futura por esses eleitores devidamente identificados tem aumentado geométrica e logaritmicamente, pela troca de opiniões na Internet.

O desafio é levar os líderes políticos ao reconhecimento desta mudança como parte integral do século XXI: onde estão e como são os eleitores que necessitam para ganhar y manter o poder político. Infelizmente, Seis histórias para entender o triunfo de Donald Trump mostra ainda a distância a se percorrer nos Estados Unidos.

 

Profissão, Marqueteiro.

08/02/2017

Tem gente que gosta do termo, tem gente que não, mas o fato é que todos nós, Marqueteiros ou pessoas que trabalham com Comunicação Política e Eleitoral, precisamos encontrar uma formulação inteligente e transparente de exercermos o nosso ofício sem que, a cada crise política, sejamos a “Geni” nacional.
Neste momento em que reformas importantes estão sendo debatidas, precisamos fazer nossa voz ser ouvida e, para isso, acima de tudo é preciso debater entre nós fórmulas que possam cumprir esse papel.
Logo após as eleições de 2016, tivemos a oportunidade de discutir, num encontro realizado na UFRJ, um pouco desse tema, lançando uma lista de tópicos que seriam importantes debater. A ideia surgiu do Marcelo Weiss que, como representante da Alacop e da Politicom deu esse ponta-pé inicial. Em breve vamos trazer esse resumo aqui, inclusive trocando experiencias com outros países.
Outra frente de peso, surgiu do super experiente consultor Paulo de Tarso Santos, que dispensa apresentações. Inclusive, ele propõe para o debate uma pauta interessante:  a Declaração Antecipada de Custos de Campanha. Abaixo, segue o seu texto completo, com o qual concordo em muitos aspectos e ainda estou procurando me inteirar e pensar melhor sobre outros. Mas, o importante é que o Paulo de Tarso nos trouxe um ponto de partida fundamental para avançarmos. Vamos ler, compartilhar, estudar e comentar. Afinal, nos unir!  😉

PROPOSTA PÚBLICA AOS NOSSOS COMPANHEIROS DE PROFISSÃO: MARQUETEIROS E AFINS.
Por Paulo de Tarso Santos
A chaga da democracia ocidental (não se sabe nem onde nem quando foi diferente) sempre foi a hipocrisia, a mentira, em torno do financiamento da política. Essa escuridão, ao contrário do que muitos percebem, nunca se deu por geração espontânea. Trata-se necessidade indispensável do modelo de dominação dos políticos sobre os homens comuns que caminhou com a humanidade até os dias de hoje.
A falta de transparência sobre os custos naturais da política sempre interessou aos poderosos de todos os campos, dentro de instituições públicas ou privadas. A razão não é difícil de compreender: quem domina as técnica de arrecadação, de manutenção do poder  e tem alianças para se manter no poder não tem interesse em democratizar a informação, troca-la com a sociedade, torna-la democrática. O conceito é de Maquiavel,  nosso maior  mestre: a primeira tarefa de quem chega ao poder é se manter eternamente no poder. Em palavras comuns:  não se oferece ao adversário vantagens competitivas que o tornem forte, nem no futebol, nem nos projetos de carreira profissionais, em nenhum campo da vida humana, muito menos na política, esse é o óbvio. Esta cremos, ser uma explicação convincente para as distorções vindas da hipocrisia dos que praticam o patrimonialismo, o fisiologismo, o enriquecimento ilícito através da prática política. E naturalmente, esses mesmos elementos buscam todo o tempo outros culpados para distrair a sociedade. No Brasil contemporâneo, esses culpados temos sido nós, os batizados marqueteiros, que em outros países são como outros profissionais, há os sério e os não sérios.
Pensando como categoria  (abertos a críticas  com a consciência do que somos), propomos neste documento uma proposta do que posa a vir a ser uma solução para que o fenômeno da nossa demonização coletiva, sem sentido, possa finalmente ter um fim. Para que a hipocrisia pelo menos diminua, se torne mais evidente. Nossa democracia vem avançando muito em sua consciência crítica e nesse momento já é possível propor essa ideia para avaliação da sociedade e do Congresso Nacional.
A proposta: DECLARAÇÃO ANTECIPADA DOS CUSTOS DE CAMPANHA. O que isso significa? Cada projeto de poder faz seu planejamento de gastos e declara ANTES DA ELEIÇÃO ao TSE.  E depois ainda, presta de contas pós campanha.
É público que todos os projetos políticos têm planejadores de campanha internos, operadores com todas as condições de estimar os gastos. Isso já é feito informalmente por eles. Os gastos básicos: comunicação, logística, alianças. São esses, os tópicos mais gerais que necessitam ser detalhados por itens como pesquisas, produção de conteúdo, relações com a mídia, investimentos em comitês, automóveis, aviões e assim por diante, indispensáveis para a realização de pleitos sérios neste país continental. Produzir planejamentos eleitorais é tarefa cada dia mais simples. Há grande tradição de modelos técnicos já executados, basta referenciar-se neles, pois se há números duvidosos, não há tarefas não descritas. Realizado o planejamento interno, apresenta-se-ia publicamente à sociedade via internet e ao TSE . Com isso, a opinião pública ganharia condições de tornar-se a verdadeira avalista dos pleitos, pois poder-se-ia comparar gastos, conhecer os investimentos. A mídia e o eleitorado poderia analisar cada planejamento e criticá-lo técnica e politicamente centavo a centavo. Se um partido planejar gastar 100 milhões com um marqueteiro, por exemplo,  e outro partido planejar 6 milhões, esse partido terá que responder sobre o porque de sua decisão, em ambiente de mercado, sem proibicionismo, com meritocracia, apoio ao talento e à melhor técnica. Perante a opinião, o planejamento divulgado seria mais um dado na cesta de decisão de voto do eleitorado, assim como ocorre nos dias de hoje com a divulgação de números de pesquisa. E o que foi pago deveria obrigatoriamente constar da declaração de renda dos profissionais envolvidos, marqueteiros, produtores, profissionais de todas as áreas e fornecedores.
Sintetizando a tese: DIVULGAÇÃO ANTECIPADA DO PLANEJAMENTO DE CAMPANHA, para avaliação da sociedade e a busca da transparência. Os números poderiam ser aditadas em 10%, 20% ou até livremente, para os casos de erro de planos, ou de candidaturas que surpreendam, recebam apoio popular durante o pleito e aumentem sua capacidade de investir oferecendo assim apoio à criação de novas lideranças políticas. Mas os aditamentos teriam que ser divulgados, com veiculação de alcance máximo nos diversos meios digitais, com cobertura definida por lei repara que se iniba a informação fantasma, sub divulgada. Sendo a divulgação na rede, tudo se daria sem custos extras para os candidatos. Todos os que viessem a ser contratados em cada item do planejamento pagariam impostos, obviamente.. E os casos de caixa dois, como parece já vai ocorrendo via requalificação legal e fiscalização da sociedade, receberiam punição severa,  cassação e criminalização dos envolvidos imediatamente. Antes até do final pleito, como já é possível atualmente mas raramente acontece. Como categoria profissional, sempre estivemos disposto  a ser claros. A grande maioria de nós nunca desejou nem teve interesse em trabalhar sem segurança legal. Nossa verdadeira realidade nessa situação, é o calote, pois partidos políticos não podem ser protestados, cobrados na justiça. Não há profissional que não tenha contratos não honrados nestes anos de comunicação política pós a promulgação da Constituição de 1988. O que não aceitamos é sermos vilanizados, ter nossas vidas e de nossas famílias preconceituadas por conta dos erros alheios, do erros de alguns. Nosso direito é o de sermos punidos se infringirmos a lei, como qualquer cidadão. O que não é mais admissível, que chega até a ser ridículo, é que nossa categoria profissional seja julgada de forma coletiva, servindo de pretexto e massa de manobra pelos os piores interesses, para esconder a hipocrisia do financiamento da política que descrevemos no início deste texto.
Este ano teremos nova mini reforma eleitoral e poderemos ter duas atitudes:  omitirmo-nos, novamente abatidos pela pressão social e midiática indevida ou esperar que surja um outro presidente do Parlamento aos moldes de Eduardo Cunha (o que parece não ocorrerá) ou então outro projeto de mini reforma eleitoral que nos leve à situação que vivemos no pleito de 2016, cujas regras determinadas pelas mudanças produzidas em 2015 praticamente inviabilizaram a realização do processo eleitoral, a participação e o caráter de festa democrática que o momento do voto tem em muitos países do mundo, elegendo  18 candidatos que se auto financiaram, numa volta lateral à plutocracia, pagando seus projetos de próprio bolso, o que explica muito dos resultados ocorridos num pleito onde a igualdade de competição e o direito à remuneração digna dos profissionais de comunicação política foram atacados frontalmente.
Convidamos os colegas a estudar propostas de transparência para o nosso trabalho para que não sejamos atropelados pelo trem da campanha presidencial de 2018. Há questões fundamentais a serem discutidas (por exemplo, de onde virão os fundos: públicos, privados ou mistos), mas essa não é tarefa nossa como corporação profissional, pois somos parte interessada no assunto. O debate e a consolidação das regras eleitorais do país é responsabilidade dos políticos. Ao contrário do que muitos pensam, nós profissionais de comunicação política, não somos protagonistas do processo político, somos importantes  coadjuvantes. Nosso foco, na opinião dos que assinam esta proposta, deve ser a requalificação da nossa remuneração, para acabar com as lendas a nosso respeito e tentar esclarecer o papel que realmente cumprimos para viver em paz, sem assassinatos de reputação. A antecipação dos custos é nossa proposta. Nosso marco legal já possui mecanismos nesse sentido, trata-se apenas de promove-los, fortalecê-lo, neste país onde há leis feitas para “pegar” e para não “pegar” . Nossa proposta é que se discuta como fazer estes instrumentos “pegarem”, tornarem-se efetivos, verdadeiros. É importante deixar claro que não estamos propondo nada que tenha como objetivo procrastinar a Reforma Política essencial para o nosso país e que virá ao seu tempo,  comandada como já  afirmamos neste documento, pelos políticos e fiscalizada pela sociedade. O que propomos neste momento é a tarefa indispensável de avançar já com vistas ao pleito de 2018, corrigindo as distorções produzidas pelas modificações introduzidas no sistema eleitoral em 2015.
Aqui convidamos toda a nossa categoria, sem discriminação de nomes nem de currículos, a debater para buscar uma forma quase impossível de influir, via união e defesa dos nossos interesses. Esse é nosso único e exclusivo objetivo e contamos para isso com o apoio dos meios de comunicação e dos brasileiros sérios que acreditam no aprimoramento da nossa democracia.

PS- Nos países onde se pratica a declaração antecipada dos custos de campanha,  a maioria dos partidos não gasta o que se planeja e declara. Gastam menos para obter credibilidade junto à opinião pública.

Prospectiva del Proceso de la Paz en Colombia

26/10/2016

Esta semana el MarketingPolitico.com tiene la especial colaboración de Martha Hernández* sobre el importante tema del Proceso de Paz en Colombia.
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“Se van a presentar grandes dilemas entre verdad y justicia, pero la paz y la verdad deben estar sobre la justicia por el bien de todos”.
José Pepe Mujica.

Es complicado exigir Justicia en el Proceso de Paz con la guerrilla de las Farc cuando Colombia tiene un 95% de impunidad en delitos comunes. ¿Cómo pedir a un acuerdo de paz algo que no existe en el país?. Es sabido que las cárceles no son resocializadoras, es mejor que los que deban pagar alguna pena, ayuden en labores importantes de las que ellos mismos han sido creadores como el proceso de desminado en todo el país. Japón donó 11.5 millones de dólares para el desminado humanitario en Colombia. 

Sin embargo, el Instituto Kroc de la Universidad de Notre Dame en Estados Unidos realizó un estudio detallado difundido por Noticias Uno medio independiente y de investigación en Colombia; el estudio analizó los 196 procesos de paz que se han hecho en el mundo durante los últimos 40 años y confluyó que el proceso de Paz en Colombia con la guerrilla de las Farc es ejemplar e innovador porque: 

En Colombia se evitaron los errores de los procesos de paz en Filipinas, Angola, India y Senegal. Ya que en estos países solamente se trataron temas de seguridad, cese al fuego y hostilidades; y cuando los acuerdos se reducen solo a estos temas hay un 80% de probabilidades que se vuelva a la violencia. 

En el acuerdo de paz con las Farc en Colombia se siguieron las fórmulas de éxito de procesos de paz de: Irlanda, Sudáfrica y Mozambique. En Colombia el acuerdo cuenta con 31 categorías: Perdón, Reparación, Amnistía y Derechos humanos. Reconocer y reparar solo lo tiene el acuerdo de paz de Sierra Leona.

El estudio de la Universidad de Notre Dame explica que en Colombia el acuerdo de paz con las FARC es innovador además porque cuenta con una Comisión internacional mixta de verificación del acuerdo. El informe del Instituto Kroc de la Universidad de Notre Dame, destaca que en Colombia no se incluyeron en los acuerdos con la guerrilla: 1. Reformas Constitucionales, 2. Reforma Militar, 3. Reforma policial, 4. Ni se repartieron poderes con las Farc. Esto son aspectos muy importantes de destacar. 

Lo que más le molesta a Álvaro Uribe, gran opositor del proceso de paz con las FARC, es el primer punto del acuerdo; sobre la reforma de política agraria.  Aprobación mayoritaria a expropiación de grandes fincas improductivas y su entrega a pequeños propietarios. 

Por su parte, el Presidente Juan Manuel Santos ha decidido ir avanzando por decreto para evitar la reactivación del conflicto armado interno en el país y poder avanzar en los ajustes del acuerdo final, para lograr una paz estable y duradera. El decreto contempla 26 puntos de concentración de la Guerrilla para su desmovilización y evitar hostilidades en esta etapa del proceso.

Finalmente Colombia ya avanza en negociaciones con la Guerrilla del Ejército de Liberación Nacional ELN y los países garantes para este nuevo acuerdo hasta ahora son Ecuador, Venezuela y Chile quienes han ofrecido su apoyo directo. 

Por los más de 267 mil muertos, las 10 grandes masacres que marcaron al país, los más de 8 millones de desplazados, porque las víctimas son nuestro ejemplo con su capacidad de perdonar y quienes además votaron por el sí a los acuerdo de paz, porque el Estado también ha reconocido sus culpas y ausencias del mismo en las regiones; por todo esto el proceso de Paz es fundamental para el mundo, recibe y seguirá recibiendo todo el respaldo internacional. 

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*Martha Hernández es Doctoranda en Ciencias Políticas de la Pontificia Universidad Católica de Argentina UCA. Magister es Estudios Políticos de la Pontificia Universidad Javeriana de Bogotá. Comunicadora Social y Periodista. Fue asesora de la Unión Europea en Colombia, 2015. Actualmente es la responsable Académica Internacional de la Cumbre Mundial de Comunicación Política.

¿Son iguales las campañas para candidatos hombres y mujeres?*

20/10/2016

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Escribí este artículo en tierras de África Austral. Es por ello que tengo una historia muy reciente en mi memoria: estaba en carretera, por unas carreteras muy malas, en la provincia de Sofala, Mozambique, charlando con mis compañeros de viaje. Me hablaban de algunos mitos, muy antiguos, tratados como realidades por muchas generaciones de personas. Historias explicadas por sus madres sobre lugares prohibidos y sobre brujería.

Pero una de estas historias, además de más sencilla y menos terrorífica que las otras, fue la que más me llamó la atención. Este mito hablaba de que en la creencia popular algunas partes del pollo estaban prohibidas en la alimentación de las mujeres porque podrían quitarles la vida. Estas partes solo podían ser comidas por los hombres, que eran lo suficientemente fuertes para poder soportarlo. Cuando les pregunté qué partes serían esas, imaginando que serían cosas exóticas, me contestaron que, en cambio, eran las partes más sabrosas y con más alimento de los pollos. Todos nos reímos y pasamos a filosofar sobre el tema.

De hecho, la cuestión de la inclusión o exclusión femenina es algo ancestral, que está tan solidificada en la base de las sociedades que ni siquiera notamos muchos de los sutiles actos diarios que nos rodean y que son muy importantes en las conquistas o pérdidas de espacios. Así, de la misma manera que el impacto de esas diferencias ocurre en todas las esferas de la vida, no podría dejar de ser determinante en los temas políticos. El propio Rousseau, que tuvo su desarrollo intelectual garantizado por el confort y seguridad proporcionado por distintas mujeres en su vida, estaba en contra de la participación femenina en la política. Es en este ámbito que me gustaría profundizar algunas reflexiones.

Trabajo en campañas electorales desde el inicio del proceso de re-democratización de Brasil, a finales de los años 80 y principio de los 90. En aquellos tiempos, muchos de nosotros estábamos aprendiendo a partir de las experiencias, estudiando casos, modelos y autores importados desde los países más avanzados democráticamente, como los Estados Unidos y algunas naciones europeas. Esa área, que no es fácil en su esencia, incluso en nuestros días donde el desarrollo del mercado y la evolución académica se ha adelantado mucho, es particularmente aún poco estudiada y comprendida cuando el tema tiene que ver con las cuestiones de género, tanto sobre las mujeres que están en la política, como sobre aquellas que trabajan con marketing y comunicación política.

Confieso que durante mi proceso de evolución profesional, en principio el tema de género no me llamaba a la atención porque la mayoría de los clientes siempre fueron hombres y porque siempre comprendí que las técnicas eran iguales para candidatos hombres y candidatas mujeres, con contenidos adecuados a cada situación, y por tanto diferentes a cada caso.

Esto siempre me pareció natural y con resultados positivos, hasta incluso me parecía un pensamiento incluyente, de igualdad. Pero, hace algunos años, en una campaña también en un país africano, trabajando con una candidata mujer, algo me hizo despertar: al analizar resultados de las encuestas, tanto en los datos recorridos desde las encuestas cuantitativas, como con las informaciones cualitativas, había un componente complicado: un gran porcentaje de los encuestados, incluso un razonable porcentaje de mujeres que veían a la candidata como una persona preparada y experimentada, al mismo tiempo afirmaban que no le votaban porque “era mujer” y en el caso de las respuestas masculinas, muchos acrecentaron que no le votaban porque había hecho una “Ley contra los hombres”.

En realidad, esta candidata, en sus actividades como parlamentaria, había encabezado una Ley contra la violencia doméstica, algo que fue revolucionario en un país pobre y con muchos problemas sociales. Pero, como la gran mayoría de los que sufren la violencia domestica son mujeres, esto se había convertido en un problema para muchos hombres.

Trabajamos específicamente a esa cuestión aclarando que la ley también beneficiaba a los hombres, que pueden ser víctimas de la violencia doméstica, además de otras acciones de formación social y ciudadana, asociadas, claro, a estrategias generales de comunicación, lo que nos ayudó a disminuir la resistencia a la candidata y posicionarla en muchas mejores condiciones. Pero no lo suficiente para ganar aquella elección.

Como es en las derrotas cuando más se aprende, un punto de reflexión importante a ser destacado de esta experiencia es que la cuestión de género en las campañas para mujeres es un ingrediente determinante, pero ni siempre es posible ver exactamente donde están materializados si no buscamos mirar para este punto de una manera especial.

Pienso que, en nuestras sociedades de Latinoamérica, que son reconocidamente machistas con más o menos intensidad dependiendo de la región, muchas veces estos detalles de prejuicio no están tan claros, porque vivimos una era de transición y evolución social donde el tema de la participación femenina en todas las esferas de la sociedad está en la agenda del día y que no todos, en un proceso de investigación electoral, lo demuestran de manera directa.

Para mí fue necesario estar en un contexto social sin las máscaras de las opiniones mostradas de forma políticamente correcta para ver la dimensión del tema. Es necesario poner atención y leer entre líneas una serie de cuestiones sobre cómo se ve a la mujer en cada contexto social. Nunca debemos olvidar del concepto de Paul Lazarsfeld de que el marketing electoral “es la activación de las tendencias latentes” y que es necesario comprender profundamente los humores del electorado, en cada lugar determinado, para entender las reales posibilidades de acción. Ese es el primer paso.

El segundo es comprender que en cualquier campaña los arquetipos de liderazgo son extremamente importantes para la construcción de la imagen, del discurso, de la manera cómo se posiciona el candidato. Pero en los casos de campañas para candidatas, ello tiene implicaciones, además, representando estereotipos que no son completamente positivos. Si pensamos en un contexto extremo a los ejemplos que he utilizado como la actual campaña de Hillary Clinton en los Estados Unidos, el tema de género es recurrente. Los candidatos masculinos no precisan autoafirmarse como “hombres” todo el tiempo, pero está claro que Hillary necesita identificarse a sí misma como “una mujer competente”. Es casi como si el término “mujer” dejase de ser un sustantivo para convertirse en un  adjetivo negativo.

Es fundamental concluir que, en todas las campañas electorales, las técnicas, las herramientas son las mismas y que sí, que en las campañas para mujeres el contenido es distinto. Pero antes de todo es imprescindible saber que lo que el tema requiere es una mirada más sensible, más particular, con especial atención a todos os detalles que componen el  universo femenino.
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* Este artículo fue publicado originalmente en la Revista BeerDerberg, prestigiosa publicación sobre Marketing y Comunicación Política. Agradezco mucho por la oportunidad y se puede aceder al artículo original en: http://beerderberg.es/son-iguales-las-campanas-para-candidatos-hombres-y-mujeres/

Consultora brasileira entre as 12 mulheres mais influentes da Comunicação Política

05/08/2016

A brasileira Gil Castillo, que foi a primeira mulher a presidir a Associação Latino-americana de Consultores Políticos – ALACOP, recebe prêmio conferido por Academia em Washington. 

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A consultora política brasileira Gil Castillo, ex-presidente e atual Chairwoman da Alacop – Associação Latino-americana de Consultores Políticos, acaba de receber um dos Victory Awards, como uma das 12 mulheres mais influentes da comunicação política.

Os Victory Awards, premiação concedida pela WAPASThe Washington Academy of Political Arts & Sciences, são considerados um dos principais reconhecimentos sobre comunicação política no mundo.
Este ano a Academia incluiu uma categoria para prestigiar a participação feminina tanto na área acadêmica, quando no mercado de marketing e comunicação política, selecionando as 12 mulheres mais atuantes e influentes na América Latina.

Num momento em que toda a sociedade está aberta a discutir a participação feminina em diversas áreas, sinto-me feliz em poder contribuir e fazer parte desse processo.“, afirmou Castillo. “O espaço da consultoria política sempre foi um universo masculino e é fundamental que haja uma valorização das mulheres, inclusive como prova da vivência democrática, que tanto pregamos“, complementou.

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Gil Castillo, que atua na área desde 1992, destacou-se entre as mais de 50 indicadas, pela atuação à frente da Alacop – Associação Latino-americana de Consultores Políticos, pela atuação profissional em processos eleitorais, por projetos de formação a partidos políticos e participação das mulheres na política no Brasil e em países da América Latina e África. Em 2012 já havia sido ganhadora de um Victory Award pelo blog MarketingPolitico.com, onde é co-autora.

É fundamental compreender que a comunicação política, infelizmente tão rodeada de mitos, é uma ferramenta importante na construção dos processos democráticos.

Os Victory Awards serão entregues neste dia 06 de agosto, em cerimônia realizada no Centro de Convenções da Georgetown University, em Washington, Estados Unidos.