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1º Seminário do CAMP: Estratégia, Comunicação e Democracia

20/12/2018

As lições de 2018 e o papel das instituições e dos profissionais de marketing político no fortalecimento da Democracia brasileira
 Data: 12 e 13 de Dezembro de 2018
 Local: Hotel Kubitscheck Plaza, Brasília, DF.
PROGRAMA
DIA 12 DE DEZEMBRO (Qua)
7:30 – 8:30: Registro de participantes
8:30 – 9:30: Abertura do Evento
Para a abertura do nosso evento convidamos representantes institucionais dos Três Poderes e do terceiro setor. O CAMP tem como missão ser plural e dialogar com todos eles, sempre com o foco no fortalecimento das instituições e da Democracia. Nomes que confirmaram presença:
PODER LEGISLATIVO
Secretário-Geral da Mesa do Senado Federal | Exmo. Sr. Luiz Fernando Bandeira
Secretário-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados | Exmo. Sr. Leonardo Barbosa
TERCEIRO SETOR
Presidente do IRELGOV | Bruno Perman
Presidente do CAMP | Bruno Hoffmann
9:30 – 11:00: Eleições 2018: uma análise de conjuntura de País, candidatos e eleitorado
Antonio Lavareda | Cientista político e presidente do conselho do IPESPE
Maurício Moura* | Economista e CEO da Ideia Big Data
Lucas de Aragão | Sócio da Arko Advice e Mestre em Ciência Política
Moderação: Fernando Vieira* | Sócio da IV5 Inteligência e Diretor Sudeste do CAMP
11:00 – 12:30: Fake News e a Onda das Campanhas Negativas no Brasil
Karina Kufa | Coordenadora Jurídica da Campanha do Jair Bolsonaro e Professora Coordenadora da Pós em Direito Eleitoral do IDPSP
Mateus Netzel | Jornalista, Secretário de Redação e editor-assistente do Poder360
Ricardo Noblat | Jornalista, mantém o Blog do Noblat no portal da Veja
Vitor Colares* | Diretor Central de Imprensa da Prefeitura de Belo Horizonte e Assessor de Imprensa do prefeito Alexandre Kalil
Moderação: Cila Schulman*VP da Ideia Big Data e VP de Conhecimento e Marketing do CAMP
 
12:30 – 14:30: Break para almoço
14:30 – 16:30: A campanha eleitoral para Presidente da República de 2018
Ely Menezes | Membro sênior da equipe de comunicação do João Amoêdo
Lula Guimarães* | Responsável pela comunicação do Geraldo Alckmin e VP de Relações Institucionais do CAMP (participação em vídeo)
Otavio Antunes | Membro sênior da equipe de comunicação do Fernando Haddad
Moderação: Dudu Godoy* | VP Executivo da NBS e VP Administrativo do CAMP
16:30 – 17:00: Coffee Break 
17:00 – 18:30: Reforma política-eleitoral: regras mais claras e democráticas, o papel da comunicação e compliance eleitoral
Carlos Eduardo Frazão | Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados, foi secretário-geral do TSE
Lucio Rennó | Professor do Instituto de Ciência Política da UnB e Presidente da CODEPLAN
Luís Inácio Adams | Ex-Advogado-Geral da União, é sócio das práticas de Contencioso, Arbitragem e Compliance do Tauil & Chequer Advogados
Moderação: Bruno Hoffmann* | Presidente do CAMP
DIA 13 DE DEZEMBRO (Qui)
9:00 – 10:30: A TV e o rádio frente o poder das novas mídias na política
André Gomes* | Membro sênior da equipe de comunicação do Gov. Eleito João Doria (SP)
Cassiano Sampaio* | Partner da ESPLANADA Comunicação Estratégica e Conselheiro do CAMP
Justino Pereira* | Associate Senior Consultant da De Vengoechea & Associates e Diretor Sudeste do CAMP
Ricardo Amado* | Responsável pela comunicação do Gov. Eleito Helder Barbalho (PA) e Diretor Centro-Oeste do CAMP
Moderação: Hélio Doyle* | Jornalista e sócio da WHD Editora e Comunicação
10:30 – 12:00: Renovação Política em 2018: Conjuntura ou participação cívica?
Izabella Mattar | Co-fundadora e diretora-executiva do RenovaBR
Leandro Grass | Deputado Distrital eleito (REDE-DF)
Leandro Groppo* | Responsável pela comunicação do Gov. Eleito Romeu Zema (MG) e Diretor Sudeste do CAMP
Tiago Mitraud | Deputado Federal eleito (NOVO-MG)
Moderação: Marcelo Weiss* | Diretor da Tupi Company, Diretor da ALACOP no Brasil e Conselheiro do CAMP
12:00 – 12:30: ENCERRAMENTO DO EVENTO
PODER EXECUTIVO
Ministro de Estado de Minas e Energia da República Federativa do Brasil | Exmo. Sr. Moreira Franco
12:30 – 13:00: Agradecimentos e próximos passos do CAMP
Diretoria do CAMP
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O Poder do Digital nas Eleições 2018: O que foi isso?

20/12/2018

Nas últimas eleições, o Digital se mostrou decisivo nas campanhas brasileiras e vem tomando um espaço cada vez mais importante na comunicação política em todo o mundo, num processo que tem deixado mais perguntas do que respostas. O poder do digital nas últimas eleições.

  • Qual a abrangência dos canais digitais nas eleições?
  • Os meios de comunicação tradicionais perderam eficiência?
  • O que motiva o eleitor a votar?
  • Qual o impacto das “fake news” no processo eleitoral?
  • A campanha é permanente?

Para debater esse tema, o Digitalks convocou um time de profissionais da área de comunicação e marketing político, juristas, além de veículos de comunicação, políticos e instituições de formação política, todos com grande experiência em processos eleitorais para ajudar a entender esse momento, apontando novos caminhos.

Data: 17 de dezembro
Horário: 8h às 18h

O Poder do Digital nas Eleições de 2018 é tema de destaque em evento em São Paulo

26/11/2018

Palestras e debates com especialistas de comunicação e marketing político, juristas, veículos de comunicação, políticos e instituições de formação política abordam o poder do digital nas últimas eleições

No dia 17 de dezembro, São Paulo recebe o evento “O poder do digital nas Eleições de 2018: o que foi isso?”. Promovido pelo Digitalks, o evento traz palestras e debates com especialistas da área de comunicação, marketing e política que falarão sobre o quanto o Digital se mostrou decisivo nas campanhas brasileiras e vem tomando um espaço cada vez mais importante na comunicação política em todo o mundo.

De acordo com Gil Castillo, Consultora Política, ex-presidente da ALACOP – Associação Latino-americana de Consultores Políticos, com experiência em várias campanhas eleitorais e curadora do encontro, o evento é uma oportunidade única de ter contato com profissionais destacados, de diversas áreas, que vão ajudar a compreender a nova dinâmica das campanhas eleitorais, com foco na comunicação digital.

Alguns dos questionamentos abordados durante todo o dia são Qual a abrangência dos canais digitais nas eleições? Os meios de comunicação tradicionais perderam a eficiência? O que motiva o eleitor a votar? Qual o impacto das fake news no processo eleitoral? e A campanha é permanente?

O evento é destinado a profissionais de campanhas eleitorais, assessores políticos, da área de comunicação, marketing, publicidade, agências, representantes de veículos de mídia e profissionais que desejam se aprofundar em marketing político. Serão palestras e painéis de debates com profissionais destacados nas diversas áreas de atuação das campanhas eleitorais, como a Consultora política Cila Schulman, Vice-presidente da Idea Big Data, Dra. Karina Kufa, especialista em Direito Eleitoral e coordenadora jurídica da campanha de Jair Bolsonaro, Bruno Scartozzoni, da Story Talks, especialista em Storytelling, Guillermo Raffo, Consultor Sênior da campanha de Henrique Meirelles, Mônica Sodré, Cientista Política e Diretora Executiva da RAPS – Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, Moriael Paiva, especialista em Marketing Político Digital, Marcelo Weiss, Consultor Político, Diretor da Tupy Company e Conselheiro do CAMP – Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político, Bruno Soller, especialista em Pesquisas Eleitorais, Arnaldo Azevedo, Diretor de Digital Advertising da Campanha de Geraldo Alckmin, entre outros palestrantes.

O evento “O poder do digital nas Eleições de 2018” acontece no Developer Hub (sede do Digitalks), que fica na Rua Oscar Freire, 2.379, Pinheiros, das 9h às 17h.  As vagas são limitadas para o melhor aproveitamento. CONVIDADOS DO MARKETINGPOLITICO.COM TÊM 30% DE DESCONTO FAZENDO A INSCRIÇÃO PELO LINK: 
http://forumdemarketingdigital.com.br/2018/evento/eleicao/mediapartners/tupy.htm
Mais informações através do e-mail forum@digitalks.com.br ou do telefone (11) 3159-1458.

Sobre o Digitalks

O Digitalks é a principal empresa brasileira que leva conhecimento e oportunidades de negócios através de 50 atividades anuais, preparando pessoas e transformando empresas para a nova realidade digital.

Desde 2009, o Digitalks realiza eventos em todo o Brasil, dissemina conteúdo em diversos canais de comunicação – incluindo portal de notícias, revista e TV Online –, realiza cursos de capacitação e conecta pessoas, incentivando a geração de negócios sólidos. Integrante do mesmo grupo corporativo do iMasters e E-Commerce Brasil, a empresa tem como principal objetivo fomentar o setor digital.

O projeto é um oferecimento de Bing, Dinamize, Google e Vivo Ads e é mantido pelas empresas A² Business Intelligence, Ad.Ez, All iN Marketing Cloud, Apiki, Atena, CI&T, Contentools, CRP Mango, Daryus, Linx + DCG, Digital Business, Gamned!, GTC, Havas Group, Infracommerce, In Loco, InsideOut, Leadlovers, Locaweb, Maqina, mobLee, O2 Media Response, Predicta Group, PwC, Reclame Aqui, SEO Marketing, SharpSpring, Stefanini, Sympla, Unbounce, Vídeo Click, Vitrio, Vtex, Webeleven e Wix. O projeto conta também com o apoio de Abradi, APP Brasil, Cidade Marketing, Digitais do Marketing, E-Commerce Brasil, Era Transmidia, Eventials, Fenapro, IAB Brasil, iMasters, Meio & Mensagem, Mestre GP, MMA, Mundo do Marketing, New Value, Opinion Box, Putz Filmes, Siegel Press e Startupi, além de diversos parceiros regionais.

Serviço – O poder do digital nas Eleições de 2018

Data: 17 de dezembro (segunda-feira)

Horário: das 9h às 18h

Local: Developer Hub (sede do Digitalks) – Rua Oscar Freire, 2.379, Pinheiros

Investimento final: R$ 490,00 (confira os lotes promocionais)

N˚ vagas: 100 lugares (vagas limitadas para melhor aproveitamento)

INSCRIÇÕES PARA CONVIDADOS MARKETINGPOLITICO.COM, COM 30% DE DESCONTO:  http://forumdemarketingdigital.com.br/2018/evento/eleicao/mediapartners/tupy.htm

Informações: forum@digitalks.com.br ou (11) 3159-1458

CAMPAÑAS DEL SIGLO XXI – por Carlos Fara

16/11/2018

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Por: Carlos Fara*

De esto se debatió fundamentalmente en la 51 conferencia anual de la IAPC –International Association of Political Consultants – celebrada en Sydney entre el domingo 11 y el martes 13 pasados.

Qué es lo que las hace diferentes de las del siglo XX? Fundamentalmente:

1 – la bi direccionalidad: ahora no solo hablan los políticos, todo el mundo habla e instala temas;

2 – la conversación sobre un tema comienza muchas veces en la base, y ya no solo en el vértice de la pirámide social;

3 – los medios masivos tradicionales han dejado de ser el gran intermediario entre la dirigencia y la gente, sino que el poder se ha dispersado;

4 – la vertiginosidad de la dinámica: a cualquier hora, cualquiera instala un debate, y a la misma velocidad que algo cobra cuerpo también se desinstala;

5 – la mayor volatilidad de la opinión pública, que como electorado se ha ido desregulando progresivamente en los últimos 30 años;

6 – la sobredosis de información producida, lo cual da lugar a una mayor manipulación (como las fake news); y

7 – las nuevas tecnologías que –vía los algoritmos– dan una capacidad de instalación micro segmentada, casi específicamente para los intereses de cada individuo.

Esto llevó a debatir cuestiones como:

la ciberseguridad de los gobiernos y los partidos políticos;

el incremento de la inversión en medios digitales: en las campañas de este año en EE.UU. se proyecta que la inversión en publicidades en televisión ya solo duplica a la de medios digitales;

el arte de hacer un bypass a los medios tradicionales mediante el uso de Twitter, como en el caso de Trump;

la generación de ciber líderes populistas: hacen un uso muy profesional de las redes sociales; o

la progresiva tendencia a usar más los referéndums para la definición de grandes decisiones políticas –como en el caso del Brexit y el tratado de paz en Colombia– pasando de la democracia (gobierno para el pueblo) a la omnicracia (gobierno del pueblo).

Por supuesto que en el medio surgen cuestiones de fondo y éticas – por ejemplo si el estilo Trump y su relación con la prensa son o no repudiables, o las manipulaciones de los procesos electorales a partir de actores internos y externos de un país. Sin embargo, más allá de eso, de los comentarios de los colegas – mayormente americanos, pero también varios europeos, australianos y solo 3 latinoamericanos en este caso – se resaltaron las siguientes cuestiones:

1 – todos los fenómenos políticos se están globalizando, ergo todo el mundo se pregunta dónde surgirá el próximo Trump o Bolsonaro;

2 – la vertiginosidad llegó para quedarse y eso implica que nadie se puede quedar dormido en materia de tecnologías de la comunicación;

3 – así como ha cambiado mucho esta materia en los últimos 10 años – desde el primer triunfo de Obama como hito del uso de las redes sociales – esperamos cambios inevitables e imprevisibles en los próximos 10, que hará que quede viejo todo lo que hoy damos por sentado.

Campañas del Siglo XXI” fue originalmente publicado en la Revista 7 Miradas.
Carlos-Fara
*Carlos Fara
es Consultor Político, CEO de Fara & Asociados, en Argentina, Ex Presidente de la ALACOP – Asociación Latinoamericana de Consultores Políticos, autor de vários artículos y libros, entre ellos, “Cómo ser un consultor político? Todas las herramientas necesarias para iniciarse en la profesión”. 

Elecciones en Brasil: Alea jacta est

31/08/2018

urna-eletronica

Hoy empieza la propaganda electoral en rádio y TV en Brasil, medios que tienen historicamente un poder enorme en los procesos electorales del país. Abajo, en el enlace, un artículo Financial Times, “Las Elecciones Presidenciales en Brasil serán un momento decisivo“,  traducido al español por el periódico Folha de São Paulo, sobre el actual momento.

Es una visión general para aquellos que quieren conocer un poquito más el escenario. Faltó apenas la información de que la prensa viene divulgando resultados de encuestas estimuladas hace muchos meses, con la polarización entre Lula (izquierda), detenido por la justicia, y Bolsonaro (derecha), pero no hace una aclaración sobre los enormes índices de blancos, nulos y abstenciones.

En Brasil el voto es obligatorio y en las elecciones de 2016 ese fenómeno ya impactó los resultados de muchas ciudades importantes, como el Rio de Janeiro, por ejemplo, donde 47% de los electores no votó a nadie.

Así como está escrito en el artículo “Como consecuencia de la peor recesión y el mayor escándalo de corrupción de Brasil, en lugar de confianza hay furia popular“.

Alea jacta est!

Artículo:
LAS ELECCIONES PRESIDENCIALES DE BRASIL SERÁN UN MOMENTO DECISIVO

Durante tres décadas, dos figuras han destacado en la política brasileña. La primera de ellas, Fernando Henrique Cardoso que estabilizó la economía y sentó las bases para el auge económico de los años 2000. El segundo, el sucesor de Cardoso como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que amplió los programas sociales y proyectó una nueva confianza en el exterior.

En tan solo ocho años, esa confianza se ha esfumado. Como consecuencia de la peor recesión y el mayor escándalo de corrupción de Brasil, en lugar de confianza hay furia popular. Esto llegará a su punto más crítico en las elecciones presidenciales de octubre, y no es exagerado decir que estamos ante un momento existencial para Brasil. La campaña ha inquietado profundamente a los inversores que ya estaban preocupados por los mercados emergentes.

Para ler el artículo completo: https://www1.folha.uol.com.br/internacional/es/opinion/2018/08/las-elecciones-presidenciales-de-brasil-seran-un-momento-decisivo.shtml

Afinal, o que é permitido e o que é proibido na fase de pré-campanha eleitoral?

13/07/2018

Por Karina Kufa, Amilton Augusto Kufa e Frederico Franco Alvim (para ver a matéria original no Conjur, clique aqui)

Nas eleições de 2016 tivemos uma impactante mudança legislativa: a diminuição do período de campanha de 90 para apenas 45 dias.

Essa mudança veio acompanhada da inclusão do artigo 36-A na Lei 9.504/97, o qual relacionou os atos permitidos antes do estreito período de embate oficial, visando, com isso, possibilitar que os pré-candidatos pudessem promover as suas ideias, projetos e plataformas políticas, além do que já era permitido.

Antes dessa alteração, proibia-se quaisquer alusões à candidatura, antes da formalização de seu registro. Hoje, a regra é clara e sabida por todos: pode-se apresentar como pré-candidato, desde que não se realize pedido de votos.

Contudo, até o último dia 26, algumas dúvidas pairavam. Em especial, havia dúvidas quanto à possibilidade de realização de gastos, assim como sobre a delimitação do impedimento relativo ao “pedido explícito de votos”. Essas dúvidas foram solucionadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, no julgamento do AgR-AI 9-26/SP.

Vencido o cenário de incertezas, pode-se, em suma, afirmar que:

  • Atos publicitários sem cunho propriamente eleitoral, como mensagens de felicitação pelo aniversário da cidade, celebrações de dias festivos, homenagens e etc. estão absolutamente permitidos, com ou sem gastos de recursos pessoais e mesmo com formas de exposição vedadas em campanhas eleitorais (outdoor, p. ex.), por se tratarem de “indiferentes eleitorais”;
  • O “pedido explícito de voto” deve ser considerado de forma restrita, existindo somente quando presente uma comunicação frontal e direta com o eleitor, da qual se extraia o uso do verbo votar ou de expressões que carreguem o mesmo sentido (“vote em”, “eleja tal”, etc.).
  • Quando ausente o pedido de voto, o ato de comunicação é, em princípio livre. Porém, a difusão de conteúdos “propriamente eleitorais” (como a menção à candidatura, a exaltação de qualidades pessoais ou a divulgação de plataformas políticas) não pode ser feita mediante formas vedadas no período oficial (outdoor, brindes, placas, etc.), havendo de se restringir a plataformas lícitas (internet, panfletos, adesivos, etc.).
  • O uso de recursos financeiros está autorizado no período de pré-campanha, desde que feito com moderação. A única exigência é de que seja compatível com as possibilidades do “candidato médio”. Com isso, fica autorizada a realização de pequenas despesas, como a contratação de materiais gráficos (adesivos, folhetos informativos, etc);
  • O ministro Luiz Fux, em seu voto, respaldando a viabilidade de gastos com moderação, afirmou que “a completa exclusão do dinheiro acarretaria graves limitações fáticas ao exercício da liberdade de expressão, máxime porque mesmo as formas mais comezinhas de propaganda carregam, naturalmente, os seus respectivos custos intrínsecos.”

Para além dessa “zona nebulosa”, existem atividades expressamente permitidas pela Lei das Eleições, em seu artigo 36-A. São elas:

1) A participação de filiados a partidos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na tv e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, observado pelas emissoras o dever de conferir tratamento isonômico.

Nesses casos, permite-se o pedido de “apoio político”, assim como a divulgação da pré-candidatura e das ações que se pretende desenvolver. A exceção fica para os profissionais da comunicação que, no exercício da profissão, estão impedidos de extrair vantagens de sua ampla exposição.

2) A realização de encontros ou congressos, em ambiente fechado, para tratar da organização das eleições, discussão de políticas públicas, planos de governo ou formação de alianças, podendo tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação intrapartidária.

Após o julgamento referido, entende-se que a divulgação desses encontros poderá ser feita, também, pelos pré-candidatos, que, nessa atividade, poderão realizar gastos módicos.

3) A realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates entre os pré-candidatos;

4) A divulgação de propaganda intrapartidária com vista à indicação do nome do pré-candidato não pode ser realizada através de rádio, televisão e outdoor.

5) A divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de votos. Nessa permissão, inclui-se a produção de materiais gráficos a cargo do gabinete para a prestação de contas do mandato do deputado federal, estadual ou vereador.

6) A divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais, permitido o impulsionamento, desde que de forma moderada.

7) A realização, a expensas do partido, de reuniões de iniciativa da sociedade civil, de veículo ou meio de comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias.

Essa previsão alberga a realização de encontros em espaços abertos, podendo, assim, ser realizados em vias públicas, desde que respeitadas as regras municipais e de segurança pública, buscando a preservação dos equipamentos urbanos e lugares públicos.

Contudo, mantém-se a proibição de fixação de material de propaganda em espaços públicos. A permissão seria apenas para a exposição de ideias, a divulgação de plataformas de campanha ou planos de governo, podendo, inclusive, dispor de mesas para a distribuição de material de campanha e o uso de bandeiras ao longo das vias públicas, desde que essas peças sejam móveis (mantidas das 6h às 22h) e não atrapalhem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos.

8) A campanha de arrecadação prévia de recursos via crowdfunding, a partir de 15 de junho de 2018, podendo o pré-candidato utilizar das redes sociais para solicitar a participação da sociedade na doação para campanha futura.

Nesse único caso, é expressamente vedado pelo parágrafo 2º do artigo 36-A da Lei nº 9.504/97 o pedido de apoio político e a divulgação da pré-candidatura, das ações políticas desenvolvidas e das que se pretende desenvolver. Contudo, chega a ser um contrassenso, pois o eleitor não será estimulado a doar sem conhecer das propostas e do cargo que estará em disputa.

Destaca-se que, materiais produzidos na pré-campanha devem manter a moderação de gastos e somente podem ser confeccionados nas formas permitidas: cartões de visita, folhetos e demais impressos, bandeiras, perfurados em veículos e adesivo plástico, desde que não exceda a 0,5 m² (meio metro quadrado), evitando-se a caracterização do abuso do poder econômico, o que pode gerar a cassação do registro ou mandato.

Apesar a postura liberalizante, a Justiça Eleitoral conserva a competência para intervir em face de abusos. Assim sendo, destaca-se que não apenas o pedido explícito de voto, como ainda a realização de gastos excessivos ou o uso de instrumentos inadequados podem atrair a intervenção do Judiciário, acarretando, a depender do caso, a aplicação de multas ou a cassação de mandatos.

Como se vê, exige-se do pré-candidato bom senso e cautela, quanto mais agora, quando, finalmente, a classe política sabe onde pisa.

Polaris Awards premia profissionais de comunicação política.

21/03/2018

Premiados Polaris Awards 2018

A 23ª Reunião Anual das Associações Europeias de Consultores Políticos (EAPC), organizada em Londres de 13 a 14 de março, reuniu líderes políticos, consultores, gerentes de campanha, pesquisadores e acadêmicos de 21 países para discutir o principal tópico sócio-político do século XXI: Polarização.

A conferência anual também hospedou o Polaris Awards, uma competição global para ativistas, gerentes de campanha, líderes, ONGs, inovadores e trabalho excepcional dentro das comunicações políticas, campanhas eleitorais e setores de relações públicas. Sendo realizado pela segunda vez, o Polaris Awards recebeu candidatos dos Estados Unidos, Argentina, México, Brasil, Alemanha, Turquia, Suécia e Noruega, entre outros países. Um júri internacional de 22 pessoas, composto por gestores de campanha e estrategistas políticos, avaliou os projetos participantes e, após um processo abrangente de avaliação, um total de 39 trabalhos foram premiados em todo o mundo. Inspirando a sua marca da Estrela Polar, a estrela mais brilhante visível que guiou a humanidade por séculos, o Polaris Awards tem 21 categorias principais que vão desde campanhas de mídia social e móvel até captação de recursos e uso do humor na comunicação política.

Neste ano, as categorias Mídias Sociais, Campanha Digital, Melhor Uso de Humor e Melhor Campanha Móvel foram os segmentos mais atraentes do Prêmio Polaris para os participantes. ESPLANADA.agency, Karakoyun Strategies, Narva Communications, Roldan Carreon y Asociados, Campaigns and Technology, Future Crowders, Transcenda, The Conservative Party of Norway (Hoyre) e Inventum Group estavam entre os vencedores do Polaris ouro.

BRASILEIROS EM DESTAQUE:

Em ambas as edições dos Prêmios Polaris, profissionais brasileiros tem marcado presença entre os premiados. No ano passado o consultor Marcelo Weiss e a equipe da Tupy Company Comunicação, receberam o premio como Melhor Campanha Presidencial para TV, pelo trabalho realizado em São Tomé e Principe (Africa). Neste ano, Bruno Hoffmann e Cassiano Sampaio, da Esplanada Comunicação Estratégica, receberam Ouro na categoria Campanha de Social Media e Prata na categoria Campanha Digital.

Esta é a lista dos vencedores: 

  1. Uso Criativo de Dados / Analytics / Métricas 

Roldan Carreon y Asociados (Ouro)

DSPolitical (Bronze)

Espora (Bronze)

  1. Campanha de Fundraising

Inventum Group (Ouro)

BuzzMaker (Bronze)

  1. Campanha Mobile

Campaigns and Technology (Ouro)

Beylikdüzü Belediyesi (Prata)

  1. Campanha PR

Beylikdüzü Belediyesi (Bronze)

  1. Campanha de Relações Públicas

Narva Communications (Ouro)

  1. Campanha de Social Media

ESPLANADA.agency (Ouro)

Karakoyun Strategies (Ouro)

Narva Communications (Ouro)

Trascenda (Ouro)

Esparo (2 Bronzes)

Red Heart Strategies (Bronze)

  1. Campanha de TV

76 Words (Prata)

Arrow Communications Group (Bronze)

BuzzMaker (Bronze)

  1. Melhor uso de Humour

Beylikdüzü Belediyesi (Bronze)

  1. Melhor uso de Negativo & Contraste 

76 Words (Bronze)

Roldan Carreon y Asociados (Bronze)

  1. 10.Melhor Campanha Geral

Inventum Group (Ouro)

Conservative Party of Norway (Hoyre) (Prata)

Espora (Bronze)

Future Crowders (Bronze)

Manjgura (Bronze)

  1. 11.Melhor Websites

Inventum.Group (Ouro)

Tectonica Studios (Ouro)

  1. 12.Melhor Vídeo Web

Conservative Party of Norway (Hoyre) (Ouro)

Karakoyun Strategies (Ouro)

BuzzMaker (Bronze)

Espora (Bronze)

  1. 13.Campanha Digital

Future Crowders (Ouro)

Inventum.Group (Ouro)

DSPolitical (Prata)

ESPLANADA.agency (Prata)

DS Political (Bronze)

Red Heart Strategies (Bronze)