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O Marketing Político em 2011 está com tudo

13/04/2011

Mal as eleições de 2010 haviam acabado, um grupo de profissionais e acadêmicos visionários já estava reunido, planejando o que serão dois dos grandes eventos do Marketing Político brasileiro em 2011: O Politicom e o 1º Festival de Jingles Eleitorais, que acontecerão em São Paulo, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, nos dias 03 e 04 de agosto. E tive a grande honra de estar junto a esse grupo!

Ao longo dos próximos meses, o MarketingPolitico.com trará informações completas sobre esse grande evento. E para começar, nada melhor do que uma entrevista com o Prof. Adolpho Queiróz, da Universidade Metodista de São Paulo, que é presidente do Politicom e membro da Abcop.

Entrevista:

Sobre o Politicom – Congresso Brasileiro de Marketing Político:

Esta é a décima edição do Congresso. Quais as novidades da edição 2011?
AQ – Depois de dez anos o Politicom quer e precisa fazer um balanço necessário das suas atividades. Este trabalho, que começou como um projeto de pesquisa que desenvolvo na Universidade Metodista de São Paulo, na orientação de mestrandos e doutorandos na área de Marketing Político, evoluiu para um Seminário, depois um Colóquio, depois um Congresso Brasileiro, transformou-se numa Sociedade Científica e deve continuar crescendo e se atualizando para dar ao Marketing Político visibilidade científica e profissional.

O que vocês pretendem debater neste ano?
AQ – Este ano será de homenagens aos dez anos do Politicom, aos 20 anos da Abcop e debateremos basicamente, a evolução do conceito de Marketing Político no Brasil, tanto do ponto de vista acadêmico, como do mercado profissional.

Nesses 10 anos, como o senhor avalia as discussões acerca do Marketing Político no Brasil?
AQ – O cenário foi de evolução, tanto que demos muitos espaços para a difusão das pesquisas acadêmicas, como o próprio Politicom, a Intercom, ComPós, Abcop, Compolítica, entre outras entidades congêneres, mas do ponto de vista do mercado profissional há muito ainda que se fazer, principalmente trabalharmos para a conscientização dos políticos e partidos de que a área de comunicação e estratégia é fundamental para o êxito nos processos eleitorais e pós eleitorais.

Na sua opinião, essa área ainda sofre certo preconceito, passando a ser mal vista pelos profissionais?
AQ – A “síndorme de Marcos Valério” precisa ser debelada. A área, do ponto de vista profissional, é composta basicamente de profissionais muito qualificados, quer na área de pesquisas de opinião, produção de áudio e vídeo, assessoria de imprensa, estratégias de campanha, entre outras. Do ponto de vista científico, temos hoje no país 32 cursos de pós graduação, muitos dos quais dedicam-se a estudar, pesquisar e debater a interface entre comunicação e política e isso é importante para construir novos olhares sobre as atividades que desenvolvemos.

Como se deu a evolução do Marketing Político brasileiro nos últimos anos?
AQ – Ela saiu dos tempos em que cartas manuscritas, viagens em lombo de burro ou carroças e o telégrafo marcaram as primeiras campanhas eleitorais do presidente Prudente de Morais, em 1894, para num salto histórico, trabalhar com televisão, rádio, jornal, internet. Cobrir um eleitorado de quase 200 milhões de pessoas numa eleição presidencial, como a que tivemos recentemente. Foi uma mudança paulatina de hábitos, costumes, chegada e afirmação de novos veículos. E quanto mais sofisticada vai ficando a eleição, mais dependemos de profissionais e teóricos capazes de nos orientarem sobre como a comunicação deve ser.

Sobre o Festival de Jingles:

Como surgiu a ideia de realizar esse Festival?
AQ – O estudo sobre jingles eleitorais tem despertado interesses país afora. Um estudo pioneiro nesta área foi desenvolvido pelo presidente da AbcopAssociação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli. Além disso, temos no Politicom uma atividade chamada “Prêmio Sérgio Arapuã“, que premia planejamentos estratégicos em campanhas eleitorais, do qual o jingle é uma das peças. Destas ações preliminares, decidimos então evoluir para esse festival, homenageando um de seus pioneiros, o compositor Herivelto Martins, que criou, entre outros, o famoso jingle “Caixinha do Adhemar”, para o ex-governador do Estado de São Paulo, Adhemar de Barros.

Vocês pretendem receber a inscrição de jingles de todo o Brasil?
AQ – Iniciamos esta semana o processo de divulgação pelo site do Mackenzie, além de cartazes e anúncios em revista de circulação nacional. como a Revista Politicom e a Revista Imprensa e esperamos contar com a presença de estudantes e profissionais de vários cantos do país.

Os materiais podem ser tanto de Universidades quanto de profissionais do mercado?
AQ – Isso mesmo, estabelecemos duas categorias distintas para atrair profissionais (com total de prêmios de R$ 3.500,00) e os próprios estudantes que já frequentam o nosso congresso (que receberão um total de prêmios de R$ 3.000,00).

Quem fará a avaliação dos melhores jingles?
AQ – A Comissão Organizadora do Festival será presidida pelo professor e maestro Kleber Mazziero, da ESPM e terá ainda na sua composição o professor Ismael Lara, do Mackenzie e da consultora e diretora de relações públicas da Abcop, Gil Castillo. O júri de premiação ainda não podemos divulgar, para evitar desgastes, mas esse júri já está composto.

O Brasil é, de fato, um dos países com maior criatividade e tradição na elaboração de jingles?
AQ – Desde a eleição de Júlio Prestes, em 1929, o jingle é peça chave e decisiva no processo das campanhas eleitorais. valorizá-lo, como estamos fazendo este ano, é dedicar-lhe a honra de homenagem merecidas.

Acesse aqui o Regulamento do 1º Festival de Jingles Eleitorais “Herivelto Martins”
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