Skip to content

Horário Eleitoral – “Ultrapassado é o conteúdo”

29/08/2012

Publicado no Bem Paraná

Prestes a completar 50 anos na televisão brasileira em 2012, o horário eleitoral gratuito, começa amanhã (21) e segue até o da 4 de outubro para ajudar os eleitores a conhecerem melhor os candidatos e suas propostas. Apesar de ser cinqüentão e ter pouco prestígio na maioria das rodas, o horário pode se mostrar bastante eficiente, segundo a consultora política e Diretora de Relações Públicas da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), Gil Castillo.
O horário eleitoral brasileiro é um modelo mundialmente consagrado e se mostra muito eficiente. Isso, principalmente, porque ele utiliza o rádio e a televisão, os dois grandes veículos de massa que temos”, afirma Gil.
Para a consultora, o termo ultrapassado não se encaixa para ele, e sim para o conteúdo utilizado pelos candidatos. “É muito importante a manutenção do horário eleitoral porque sem ele a grande maioria da população não teria acesso às informações passadas pelos candidatos. O que precisa ser atualizado é o conteúdo dos candidatos”, defende.
Segundo ela, apesar da classe política estar desacreditada pela população, o eleitor está mais crítico e vai comparar as propostas e a apresentação dos candidatos. “Não podemos mais assistir a esses programas fantasiosos. O candidato tem que saber se posicionar dentro de sua história com veracidade e de acordo com a demanda que a população espera e precisa”, avalia Gil.
Ainda de acordo com a especialista, apesar de maioria das pessoas dizerem que não assistem e que o horário eleitoral é chato, estudos mostram que o envolvimento da população aumenta bastante neste momento. A audiência do horário eleitoral, segundo Gil Castillo, seria maior na fase inicial do programa e nos quinze dias que antecedem a eleição. “Não temos como negar que é um momento bastante democrático. O rádio é o maior palanque desta democracia. Outros veículos não atingem tantas parcelas da população e reproduzem notícias específicas”.
A diretora da ABCOP também afirma que mesmo com o crescimento da internet, o efeito não tem como ser o mesmo que o horário veiculado nos rádios e televisões. “A internet não é um veículo de massa e sim um ambiente de discussão e interação”, classifica.

Criatividade — Para prender a atenção da população, a especialista dá algumas dicas. A primeira delas é manter o padrão de qualidade: “A população está acostumada com o alto padrão das produções brasileiras. Portanto, o programa tem que ser bem feito também”.
A criatividade e a noção também são fundamentais para ela. “O candidato tem que conhecer a realidade com que ele trabalha. A honestidade é fundamental. Além disso, tevê e rádio não são locais de coisas chatas, portanto o conteúdo deve ser passado da maneira mais agradável e com emoção”, aconselha a especialista.
Um erro, segundo ela, pode ser a coligação dar maior importância para o horário eleitoral do que para os “comerciais” – inserções de 30 segundos ao longo da programação. Para Gil Castillo, os dois se complementam e cada um tem seu papel dentro da estratégia de marketing de campanha. “No programa o candidato se apresenta e mostra suas propostas. Já o comercial é uma inserção de alto impacto como qualquer comercial”.

Comercial — O jornal Folha de São Paulo divulgou nesta semana que os candidatos a prefeito de São Paulo vão aparecer mais na televisão do que os maiores anunciantes do país. Em Curitiba, a situação não é diferente. O atual prefeito Luciano Ducci, por exemplo, terá o maior tempo também nas inserções. Serão 10’45’’76 diários, totalizando, ao final da campanha, 968 comerciais.

Anúncios
4 Comentários leave one →
  1. anna thamyres permalink
    05/09/2012 10:37

    mt bem queria saber como usar a internel adequadadmente pra divulga
    um candidado.

  2. 30/10/2012 16:07

    Excelente análise! A rejeição ao debate político não pode se sobrepor aos instrumentos democráticos consolidados que já temos. Agora a melhor forma de utilizar esse espaço e conseguir criar um bom canal de comunicação com o eleitor cabe o candidato, seu partido e sua equipe de campanha. Abç!

  3. Gil Castillo permalink*
    09/11/2012 10:21

    Obrigada, Thiago! Ótimo comentário. Grande abraço!

  4. Gil Castillo permalink*
    01/10/2013 17:28

    Olá, é um assunto complexo, mas aqui vai uma dica de leitura que pode lhe ajudar bastante:livro “Internet e Eleições: Bicho de Sete Cabeças?”, que você encontra diretamente no site da editora: http://www.manhanellieditorial.com.br
    Abraços

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: