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O mundo despertou. E agora?

19/06/2013

A classe política está desacreditada. Isso é fato. E não se trata de um fenômeno exclusivamente brasileiro, mas sim de uma onda mundial.

Nos últimos meses tive a oportunidade de ver, em distintos países, a mesma tônica: as sociedades, com mais acesso à informação e cada vez mais críticas, cansadas dos repetidos ciclos de promessas não cumpridas e corrupção, temperadas pela crise econômica, simplesmente começaram a falar e agir, neste novo ambiente de informação que Castells chama de “virtualidade real”. É como se fosse uma mola, que depois de muito tempo comprimida, expandiu-se, com consequências que ainda vamos levar tempo analisando, teorizando e até sofismando em causas próprias.

A grande verdade – se é que existe uma – é que as velhas fórmulas que confundem o Marketing e Comunicação Política com jogadas astutas e tentativas de manipulação popular não colam, nunca colaram e estão sendo colocadas em xeque.

Se hoje consumidores e cidadãos se fundem num mesmo ator social, como diria Canclini, é importante saber que nas regras de mercado é preciso sempre “entregar o produto”, o que no caso político são os benefícios destinados à população, seja na Turquia, no Brasil ou nos Estados Unidos. Propostas mirabolantes, projetos impossíveis de serem executados e o populismo exacerbado não se sustenta.

Que as manifestações tenham despertado o povo e que este não caia na tentação de substituir os que aqui estão pelos “salvadores da Pátria” de plantão. Queremos apenas que nossos governantes e legisladores entreguem o que prometeram e que nas próximas eleições, nas urnas, com a força legítima do voto saibamos escolher bem e continuar cobrando.

O limite chegou, a paciência esgotou-se e a Democracia é um bem precioso que precisamos aprender a preservar.

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2 Comentários leave one →
  1. 08/07/2013 15:18

    As redes sociais potencializaram essa tendência, o poder de organização de manifestações está muito mais rápido e descomplicado

  2. 01/10/2013 15:05

    Fica mais evidente a pluralidade de intenções por detrás de qualquer movimentação social atualmente, muitas vezes confundindo as mentes velhas… restando a pergunta: não seria essa totalidade de pluralidades a própria essência da democracia?

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