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A Internet e a humanização dos candidatos

23/09/2013

A recém terminada campanha eleitoral na Alemanha trouxe uma Angela Merkel mais humanizada e um dos pontos interessantes foi seu site minimalista, montado como se fosse uma “time line“, onde as imagens se propõem a falar mais do que as palavras (www.angela-merkel.de). Embora diversas pesquisas tenham apontado um descontentamento com a falta de aprofundamento nos temas mais importantes, o fato é que Angela Merkel venceu com folga. Logicamente que o êxito de uma campanha baseia-se num conjunto complexo de fatores e de ações estratégicas de marketing e comunicação política e não é apenas responsabilidade de um site, ou de um discurso isolado. Mas, o fato é que, no que diz respeito à internet, reservadas as devidas diferenças culturais, mostrar o candidato como o líder que também é “gente como a gente” tem se tornado um atributo importante, seja na Europa, nos Estados Unidos ou no Brasil.

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Prova de que essa tendência, há muito pregada, mas ainda pouco praticada, vem ganhando mais espaço por nossas terras, foi a exibição  do programa partidário do PSDB que, na semana passada, apresentou o presidente do partido, Aécio Neves, como protagonista de uma viagem pelo país, terminando com a chamada para um bate-papo online, no projeto chamado “Conversa com os brasileiros“. A viagem em si não chega a ser uma novidade, pois esse formato já havia sido utilizado por Lula, em outros tempos, mas a abertura ao diálogo, ampliando a visualização e o espaço para o debate, foi uma bom passo. Embora um pouco limitado às perguntas dos convidados e, como disse um amigo, o jornalista Roberto Wagner, com o uso indiscriminado do “politiquês“, é algo que esperamos ver acontecer cada vez mais nas campanhas.

Aécio_Neves_Conversa

Conversa_Aecio_Neves

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3 Comentários leave one →
  1. 24/09/2013 16:40

    Parabéns por suas obervações oportunas e inteligentes Gil. Quero crer que com esse oxigênio marketing-televisivo-internet as coisas avancem na relação consultor-candidato, pois trabalhamos com o obvio e quando este sai do limbo todos tinham a resposta.

  2. Gil Castillo permalink*
    24/09/2013 16:45

    Obrigada pelo comentário, José Amaral, precisamos mesmo oxigenar, como você disse, a comunicação política. Super abraço!

Trackbacks

  1. Política: um sistema anti-frágil » 2014: a campanha dos humanos

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