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Leitura obrigatória: “Como Aécio e Marina ajudaram a eleger Dilma”

17/08/2015

Atualíssimo e indispensável, um dos mais importantes lançamentos sobre Marketing Político no Brasil acontece hoje, a partir das 18h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. Trata-se do livro “Como Aécio e Marina ajudam a eleger Dilma“, de Fernanda Zuccaro e Chico Santa Rita, pela Geração Editorial.

Quem estiver em Sampa não pode perder. E quem não estiver, não pode deixar de ler. Abaixo, compartilho com vocês uma entrevista feita com os autores.


ERROS A GRANEL: O MARKETING POLÍTICO E O ELEITOR MALTRATADOS NA ELEIÇÃO DE 2014

GE: Como surgiu a ideia de fazerem esse acompanhamento da campanha de 2014?
Chico Santa Rita: Como nosso escritório não tinha nenhuma campanha presidencial, foi quase por acaso que começamos a comentar os programas de TV das campanha no Facebook. esses comentários foram sendo vistos, curti- dos, comentados e compartilhados pela nossa rede de amigos que, após cada programa, nos questionavam sobre o andamento da campanha. No final vimos que esses comentários tinham uma importância pois não eram opiniões posteriores ao que aconteceu a campanha. o texto vai apontando, diariamente, como se desenvolvia a postura e a atuação dos candidatos.

GE: Como se desenvolveu o processo de trabalho entre os dois autores?
Fernanda Zuccaro: Como somos casados e trabalhamos juntos o processo foi muito natural. Víamos o que estava acontecendo e juntos analisávamos os programas eleitorais. depois escrevíamos as resenhas dos programas. O Chico é pioneiro do marketing político, uma das maiores referências em campanha política no brasil e no mundo, ano que vem completará 40 anos de atividade. Eu tenho formação como historiadora e pós-graduada em marketing político. Assim, livro é o conjunto de análises de duas gerações de marqueteiros.

GE: O sucesso de Dilma não se deu ao fato de ela ter mais tempo de TV que seus adversários?
CSR: No primeiro turno ela realmente tinha mais tempo. Mas o que conta no marketing político não é o tempo apenas, é a forma como esse tempo é utilizado. A campanha de Dilma utilizou esse tempo com muitas mentiras e enganações mas os adversários não souberam desfazer esses equívocos. e no segundo turno o candidato Aécio e a candidata dilma tinham o mesmo tempo, cada um 10 minutos.

GE: Pode-se dizer que a vantagem de estar no governo e o uso da máquina estatal foram fatores determinante para a vitória de Dilma?
FZ: De forma alguma. No livro apresentamos quatro teses que comprovam que os candidatos da oposição é que não souberam aproveitar o espaço que tiveram nas eleições de 2014:
Primeira — nos 12 meses que ante- cederam a campanha a aprovação do governo dilma ficou sempre próxima de 40%, percentual considerado insuficiente para se alcançar a reeleição. os outros dois candidatos não souberam aproveitar isso.
Segunda — Além disso, os dois saíram na frente nos dois turnos: no início marina estava na frente de dilma numa simulação de 2o. turno. e Aécio, na primeira pesquisa já no 2o. turno, também estava na frente. nenhum dos dois souber sustentar essa intenção do eleitor.
Terceira — O cenário político e econômico, nunca esteve tão favorável para um bom desempenho da oposição, como nas últimas 3 eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010). era uma eleição com muita chance de derrotar a situação.
Quarta — E, por fim, a candidatura que tinha menos espaço para crescer era a da dilma. no livro explicamos como a campanha dela fez para reter seu eleitorado e crescer aonde dava. os adversários tinham mais espaços para avançar e, ao invés de conquistar e consolidar esses indecisos deixaram eles escaparem pelos dedos.
Esses 4 fatores demostram, claramente, que os dois candidatos da oposição erraram na sua estratégia de marketing político em que não souberam trabalhar ganhar território e reter a intenção de mudança da opinião pública. Jogaram fora a oportunidade de escrever outra história do brasil por amadorismo de campanhas, falta de estratégia e negligência ao marketing político.

GE: Por que vocês analisam as campanhas apenas do ponto de vista da televisão?
CSR: Porque é a televisão, ainda, o grande meio de comunicação onde estão o horário politico eleitoral, os comerciais e também os debates entre os candidatos. A televisão e o rádio ainda são soberanos na opinião das pessoas. As outras mídias, como internet e redes sociais, são secundárias e tem uma participação menor e com menos credibilidade.

GE: Ao fazerem esse acompanha- mento, vocês torciam para algum candidato?
FZ: É claro que também somos elei- tores e tínhamos nossa preferencia pessoal voltada para a oposição ao governo do Pt. mas não deixamos que esse fato influenciasse nossa análise técnica. tanto é assim que fazemos severas críticas ao desempenho dos dois candidatos oposicionistas.

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