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Ao mestre, com carinho ;-)

15/07/2019

Esta semana falei e pensei bastante no Tom Eisenlohr. Na verdade, lembro dele sempre, porque foi e será minha principal referência no Marketing Político. Luxo que não canso de ostentar, tive a honra de conviver e trabalhar com o Tom em muitos projetos. Democrata por natureza esteve à frente de projetos que foram fundamentais para o processo de abertura democrática no país. Esteve ativo, lúcido e com seu humor ácido até o último segundo da sua passagem por aqui. Deve ter continuado crítico e brilhante nos comentários, dando trabalho aos administradores lá do céu.
O MarketingPolitico.com, que este ano completa 20 anos, nasceu durante um bate-papo super animado entre o Tom, o Marcelo Weiss e eu.
Tom nos deixou no finalzinho de 2017, uma semana depois de termos falado rapidamente por telefone pelo meu aniversário e combinado de nos ver em breve, em Campos do Jordão. É com carinho que relembramos aqui uma das suas ótimas histórias, esta de 1950 (mostrando que fake news e política sempre andaram juntas), quando dava os seus primeiros passos no Marketing Político e que foi publicada originalmente no seu perfil do Facebook. Boa leitura! 🙂

Tom Eisenlohr, com 17 anos, à esquerda na foto.

TEXTO DE TOM, NO FACEBOOK:

“Agosto, 1950. Primeiros passos de um jovem, 17 anos, no caminho do marketing político.  No palanque com o brigadeiro-aviador Eduardo Gomes, em campanha, disputando com Getúlio Vargas a presidência da República. 

Nessa ocasião, o candidato da UDN cravou uma frase letal para sua candidatura: “Não necessito dos votos dessa malta de desocupados que apóia o ditador para eleger-me Presidente da República”. 

Hugo Borghi, esperto político aliado de Getúlio, adulterou as palavras do brigadeiro, afirmando nas rádios e através de panfletos distribuídos nas ruas, que o Brigadeiro tinha dito não precisar dos votos dos marmiteiros! 

Acontece que malta, pelo dicionário, também é sinônimo da comida que trabalhadores rurais levam em marmitas para se alimentar na roça. Espertamente, os getulistas aproveitaram-se disso e passaram a espalhar que Eduardo Gomes “é bonito e é solteiro, mas não quer voto de marmiteiro”. 

No caso, imputava-se falsamente ao brigadeiro o preconceito contra os trabalhadores que comiam na marmita. Deu resultado: o brigadeiro naufragou e Getúlio venceu a eleição. Lição para os políticos de hoje em dia.”

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